Quando falamos em ansiedade, muitas pessoas pensam imediatamente em adultos. Mas a verdade é que crianças e adolescentes também podem sofrer com a ansiedade, e nem sempre conseguem expressar claramente o que estão sentindo.
Existe uma crença comum de que a infância é uma fase livre de preocupações e sofrimentos emocionais. No entanto, as crianças também enfrentam desafios, medos, inseguranças e situações difíceis que podem desencadear comportamentos ansiosos.
Por isso, é importante que pais e responsáveis estejam atentos aos sinais que elas apresentam.
A ansiedade nem sempre aparece através das palavras
Muitas vezes, as crianças não conseguem explicar exatamente o que estão sentindo. Aliás, até mesmo alguns adultos têm dificuldade para identificar e nomear suas emoções.Com as crianças, é comum que o sofrimento emocional apareça principalmente através do comportamento.
Por isso, mudanças repentinas merecem atenção.
Uma criança que costumava realizar determinadas atividades com tranquilidade pode começar a demonstrar resistência, medo ou desconforto diante de situações que antes não representavam qualquer problema.
Sinais que podem indicar ansiedade infantil
Alguns comportamentos podem funcionar como sinais de alerta para pais e responsáveis:
Irritabilidade frequente;
Choro por motivos aparentemente simples;
Insegurança excessiva;
Medo intenso de determinadas situações;
Dificuldade para se separar dos pais; (escrevi um post somente sobre esse tema!);
Recusa em frequentar a escola;Inquietação constante;
Queixas físicas frequentes, como dor de barriga ou sensação de coração acelerado.
É importante lembrar que a criança não está “fazendo drama” ou “querendo chamar atenção”. Muitas vezes, ela está tentando comunicar um sofrimento que ainda não consegue colocar em palavras.
Quando a escola passa a ser um problema
Um exemplo comum acontece quando a criança começa a evitar a escola.
Em alguns casos, essa recusa pode estar relacionada à ansiedade.
Ela pode ter vivenciado uma situação difícil, um conflito com colegas, medo de avaliações ou até mesmo alguma experiência de violência ou exclusão no ambiente escolar.
Ao pensar em ir para a escola, o corpo passa a reagir com sintomas físicos e emocionais que geram desconforto. Com o tempo, a tendência é que a criança tente evitar aquilo que lhe causa sofrimento.
Por isso, é importante investigar o que está acontecendo por trás do comportamento, em vez de enxergar apenas a recusa.
Quando procurar ajuda?
Uma pergunta importante é:
Esse comportamento está impedindo a criança de viver sua rotina normalmente?
Quando a ansiedade começa a interferir na vida da criança, dificultando atividades que antes eram realizadas com tranquilidade, é um sinal de que ela precisa de atenção.
Quanto mais tempo o sofrimento emocional permanece sem acolhimento e compreensão, maior pode ser o impacto no desenvolvimento da criança.
Buscar ajuda não significa que existe algo errado com seu filho. Significa oferecer suporte para que ele possa compreender suas emoções e desenvolver recursos mais saudáveis para lidar com as dificuldades.
O Meu filho está ansioso, e agora? Um guia prático para pais compreenderem os sinais da ansiedade infantil.
Acolhimento faz diferença
Nenhuma criança precisa enfrentar o sofrimento emocional sozinha.
Existem formas de acolher, compreender e ajudar a criança a lidar com suas emoções de maneira mais saudável.
Quando pais, escola e profissionais trabalham juntos, é possível construir um ambiente mais seguro, favorecendo o desenvolvimento emocional e o bem-estar infantil.
Se você percebe mudanças importantes no comportamento do seu filho, procure escutá-lo com atenção e acolhimento. Muitas vezes, por trás de um comportamento difícil, existe uma criança tentando comunicar algo que ainda não consegue dizer com palavras.
Percebeu mudanças no comportamento do seu filho?
A ansiedade infantil pode se manifestar de diferentes formas e nem sempre é fácil identificar sozinho o que está acontecendo.
Se você deseja compreender melhor o que seu filho está vivendo, entre em contato para uma conversa inicial.
Rachel Chaves – Psicóloga Infantil
CRP 16/9123





Deixe seu comentário!