Contando história. Qual é a sua preferida?

A noite já deitadinhas para dormir, Alice me pede para contar uma história. Às vezes leio, outras eu reconto uma que já foi lida.

Um dia desses ela me perguntou: “Mãe, como foi o dia que eu nasci?”

Essa pergunta me pegou pelo coração. E eu disse: “Ah, a mamãe e o papai foram para o hospital e a dra. tirou você da barriga da mamãe.

Você chorou muito, mas quando colocaram você pertinho da mamãe, eu dei um cheirinho em você e logo parou de chorar. Foi um dia lindo e emocionante” (e põe emocionante nisso).

E quando depois compartilhamos com o papai a curiosidade da Alice, ele tornou a historia lúdica e ilustrada.

Mostrou as fotos e os pequenos vídeos que fomos capazes de produzir em meio a esse recém descoberto mundo da PATER/MATERnidade.

Os olhinhos dela brilhavam… Quanta emoção!

Ela perguntava: “Essa sou eu?” – apontando para a ela.

“Essa é você mamãe?” – apontando para mim.

“Papai, mamãe e Alice” – identificou.

E depois compartilhou com a vovó que viu fotos e vídeos dela bem bebezinha.

Sabe que as vezes contamos historinhas, contos de fadas, histórias de princesas e valentes, mas deixamos de contar a nossa própria história, a história dos pequenos.

Claro que não sou contra as historinhas, muito pelo contrário. Elas são fortes aliadas para trabalharmos com crianças seja nossos filhos ou mesmo no consultório.

Mas contar aos nossos pequenos a história deles, proporcionam subsídios, recursos para formação da sua identidade.

Saber quem sou, de onde vim, como vim, saber sua própria história.

Assim criamos crianças seguras de si e que no futuro serão adultos autênticos, confiantes e melhor preparados emocionalmente.

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