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5 dicas para uma maternidade sem culpa

E como anda o sentimento de culpa por aí? É eu sei que às vezes ela aparece e nas questões mais corriqueiras do nosso cotidiano e as vezes temos ideia de que é válida aquela máxima “nasce uma mãe, nasce uma culpa.”

Mas sabemos que não precisa ser assim.

Não? – Você deve estar se perguntando. Mas como fazer para lidar com esse sentimento?

Bem, primeiro precisamos esclarecer alguns pontos e entender como e de onde surge esse sentimento de culpa.

Quando nascemos, nascemos em um contexto que vem carregado de regras, de formas de fazer que nossos pais já vivenciaram no transcorrer da vida deles.

Essas regras são transmitidas a nós de forma cultural pelas relações. E às vezes nem as questionamos. Apenas seguimos aquelas regras, que pode causar um sofrimento ou não.

Mas o mundo não é estático, ele é dinâmico. As coisas mudam, os lugares mudam, a forma de fazer muda. E com essas mudanças o contexto da mulher e seus papeis na sociedade também mudam.

Por exemplo, hoje temos muito mais mulheres no mercado de trabalho do que a 30 anos atrás.  Com isso, as mulheres que têm filhos precisam deixá-los com alguém para trabalhar ou colocá-los em uma creche. E essa escolha é o ponto de culpa de muitas mães.

Outros pontos que percebo que as mães se culpam muito, é pelo adoecimento do filho ou qualquer outro fator de saúde. Elas se sentem culpadas se eles não comem adequadamente. Se sentem culpadas se estão acima do peso, ou se estão abaixo do esperado.

Esses fatores põem em xeque a condição de “boa mãe”. Meu filho está passando mal, será que não sou boa mãe? E essas reflexões muitas vezes não são fundamentadas na verdade, mas como aquela mãe está sentindo e como ela será vista pelos outros.

Pensando nisso temos 5 pontos interessantes para elucidar sobre a sua forma de fazer sua maternidade que pode esclarecer as questões relacionadas a sua culpa. São pontos genéricos no sentido de que você pode utilizá-los para qualquer que seja sua culpa.

1- Conheça-se

O autoconhecimento é um ponto essencial que nos traz a clareza de quem somos e porque fazer as coisas da forma que fazemos.

E Skinner, um importante teórico da psicologia comportamental, diz que o autoconhecimento vem através do outro. Traz vantagens para comunidade e para a própria pessoa.

O autoconhecimento permite que você se comporte de forma proposital e sentirá reforçada pela forma que agiu.

Não é fácil encontrar nossos porquês mais íntimos, dar de “cara” com nossa verdade.

Mas é necessário saber como agimos e porque agimos de determinadas formas. Isso nos ajuda no autocontrole.

2 – Elabore suas escolhas

Já ouviu alguém dizer, “não quero escolher, escolhe aí você”. Essa fala já indica que você escolheu deixar a outra pessoa decidir por você.  

O próprio fato de não fazer uma escolha, já caracteriza uma escolha.

Quando a mulher se torna mãe, é ela quem está à frente das escolhas para o filho, decidindo o que será melhor para ele, o que você fará nas infinitas situações:

  • Parto – normal ou cesariana
  • Amamentação – se livre demanda ou fórmula
  • cuidados nos primeiros dias de vida – se fará ela mesmo ou precisa da ajuda de outra pessoa
  • com quem você vai deixar quando precisar sair,
  • se o bebê vai dormir no quarto com os pais ou no próprio quarto

E diante dessas escolhas vem as opiniões dos demais, dizendo que você deve fazer de uma forma ou de outra.

O fato é que cada um tem suas experiências e suas vivências. Eu digo que você precisa analisar suas escolhas e verificar se elas estão condizentes com seu valor, com o que você acha importante, saudável e possível fazer nesse momento.

Pode ser que em outra experiência, você escolha fazer de outra forma.

3- A ordem do possível

A maternidade, e a vida de uma forma geral, é da ordem do possível.

Mentalmente elaboramos mil condições para a maternidade, pensando que vamos conseguir conduzir de uma determinada forma, mas quando chegamos à “hora da verdade” o que pensamos e planejamos não sai como idealizado.

É provável que isso já aconteceu com você e que na maternagem continuará acontecendo. Você precisa lidar com as frustações. Elaborar e aceitar que tem coisas que não sairá como planejado.

4- Cuide-se

Quando se torna mãe, o tempo de dedicação volta-se exclusivamente para o bebê e as vontades da mãe, bem como as necessidades dela ficam em segundo plano.

Isso gera muita angústia, pois as demais pessoas continuam a viver como antes, menos essa mãe. Inclusive o marido, segue fazendo as atividades normalmente (o futebol, os amigos, a academia, enfim) e essa mãe não tem mais tempo de fazer as coisas que ela gosta. Você já passou ou está passando por algo assim?

Bem, é preciso de um escape, de um tempo para você. Então, escolha algo que você possa fazer por você, algo que goste ou que esteja precisando.

Escolha um momento que você tenha possibilidade de deixar seu filho com uma pessoa de sua confiança, ou mesmo com o pai, seja para sair com as amigas, para fazer compras, ir ao salão, ir à academia, ou simplesmente para tomar um banho demorado, sem ter que sair correndo do banho, porque seu filho acordou ou se machucou brincando sozinho.

O importante é você olhar para sua necessidade ou possibilidade, para seu gosto e nomear o que você faz por você, que te faz sentir bem, que renove suas forças. Esse é o seu autocuidado. Ele precisa ser seu, ser subjetivo.

Esse autocuidado não é o que a mídia está ditando que você precisa fazer ou o que as pessoas sugerem que você faça. Mas é o que traz para você um vigor e que quando você volta para casa, sente-se renovada, com energia e disponibilidade para sua família.

5- Recalcule

Como mencionado no tópico 3, a maternidade é da ordem do possível.

Então, pensando nessa condição, torna se muito mais leve vivenciar aqueles momentos que as coisas não saem como o planejado, quando a expectativa é totalmente diferente da realidade é preciso rever as escolhas e fazer de forma diferente.

Por isso recalcule sempre que se deparar com algo que não era o esperado. Tem escolhas na maternidade, que é da ordem de como imaginamos que seja e muito provavelmente não condiz com a realidade.

E se você se deparar com um momento desses não se culpe, é normal que isso aconteça, e qualquer que seja a situação, não te torna menos mãe, porque mudou de ideia.

Tem uma frase de Skinner, o teórico da psicologia comportamental que mencionei acima, que ilustra bem essa ideia que quero deixar com vocês:

“Não considere nenhuma prática como imutável. Mude e esteja pronto a mudar novamente. Não aceite verdade eterna. Experimente.”

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